segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

O que é um carnaval sustentável?

© Hugh Sitton/Corbis

Sempre que chega essa época do ano, a Moleco dá algumas dicas de leitura sobre como ter um carnaval sustentável (acesse os arquivos sobre o tema clicando aqui). Pode parecer repetitivo, mas é importante reforçar essa temática, principalmente quando a palavra “sustentabilidade” parece tão banalizada, a ponto de muita gente sequer entender seu significado.

“Sustentável” é a característica daquilo que pode ser sustentado. Precisamos pensar no conceito entendendo que sustentável é aquilo que queremos que permaneça. Logo, a ideia não é acabar com o Carnaval, mas passar a enxergá-lo de forma crítica: mudar alguns hábitos, sem perder a essência.

Então, quando falamos em um carnaval sustentável, estamos defendendo a realização de uma “folia” que se sustente, mas não só do ponto de vista econômico. É importante, sim, que o Carnaval gere dinheiro, porque tem muita gente que depende desse período do ano para ter um ganho extra, para estabilizar a renda. Mas como esse lucro está sendo gerado?
Como são produzidos os adereços, fantasias? Como são remuneradas as centenas de pessoas que movimentam o Carnaval de norte a sul do Brasil? Essa estrutura financeira se sustenta ao longo de toda a cadeia até chegar a você (que é folião, mas também turista, cliente, consumidor de Carnaval…)? Fora do âmbito financeiro, pensamos a sustentabilidade do Carnaval também do ponto de vista social, avaliando a relação de respeito entre seres humanos, entre os homens e a natureza. Há também a preocupação com a questão energética e ambiental.

No Carnaval, geralmente esses conceitos são jogados pro alto, concorda? Por isso que todo ano as campanhas batem na mesma tecla: não faça xixi na rua, jogue lixo no lixo, não desperdice comida ou água, respeite os horários de descanso daqueles que não querem aderir à folia. 

O carnaval muda a rotina, o visual e a nossa relação com as pessoas e as coisas. A festa pode banalizar o descartável e promover um festival de excessos. Nossa contribuição é no sentido de auxiliar quem nos acompanha aqui a pensar diferente: ir pra folia, sim, mas com uma atitude diferente, de quem respeito o outro, o planeta e a tradição do Carnaval, sem torná-lo insustentável!

Fonte: Blog Moleco



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