terça-feira, 24 de julho de 2012

Sobre a vida... ou o fim dela




Morte. Palavra pesada. Certeza única que temos por toda a vida. Difícil é lidar com a morte quando ela acontece ao nosso lado. Difícil é entender a rapidez com que a vida vai embora, rapidez com que a vida é arrancada da vida. 
Compreender a morte depende do que? Crença religiosa? Criação? Instrução? A compreensão da morte passa necessariamente pela interpretação que damos à tudo o que a cerca. Compreender não é explicar, mesmo porque, quem perde alguém não quer explicação alguma. 
Morte é um vazio que entra no coração de quem continua vivo. O vazio de um facebook só com palavras dos outros. Um vazio de um guarda roupas cheio de roupas e calçados que jamais serão usados por quem os comprou. Vazio de um celular que não atende. Vazio da voz, do riso, da lágrima. 
Os dias vão continuar a passar. As pessoas vão continuar a passar pela rua. 
A vida vai continuar seguindo o seu rumo ao futuro. 
Este texto é uma homenagem a Néia Martins Paz, minha cunhada. Faleceu aos 24 anos, no dia 21.  Deixou uma menina de 6 anos, e estava casada a poucos meses com meu irmão, o Vj Daniel Paz


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