quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Quando o Michael Jackson era vivo e negro

A PRIMEIRA TRILOGIA DOS ANOS 80



Anos de reviravolta na música e de mudanças de cor e muitas plásticas no maior ídolo pop do MUNDO. Em 84 Michael foi atingido com uma centena de fogos de artifícios num comercial da Pespi. Por isso eu prefiro Coca-cola. 

Os anúncios de cigarros da Hollywood, com super clip’s e esportes radicais. “...Na madurgada rolando, B.B. King sem parar...” ou  “...Tira essa bermuda que eu quero eu quero você sério...” Ver Superman e Marlon Brando por 10 minutos, com um cachê de 4 milhões de dólares em 1980. A Dama De Vermelho, que alucinava os jovens com Kelly LeBrock, a mulher nota 1000, e Sexta-feira 13 parte I,II,III,IV,V, VI, VII e VIII, dava meeeeeeeedo. A safra brasileira com Menino do Rio, Garota Dourada e Bete Balanço.
Quem nessa época não tomou Guaraná Taí, Crush, Kita Cola e limão Brahma, glut, glut, glut... e a paquera rolava solta com as figurinhas “Amar É...”, onde a menina entregava para o garoto, e ele saia todo vermelho de vergonha. 

Os bordões inesquecíveis: “meu garoto, meu paipai”, “ih falha nossa”, “caaaaalada”, “pode correr a sacolinha”, “Isso é uma vergonha” bordão até hoje usado por Boris Casoy, e de repente a Globo escapa no ar Cid Moreira de terno e gravata e calção de banho, escaaaandalo. As propagandas na ponta da língua; “... Quero ver você não chorar, não olhar pra trás nem se arrepender do que faz...”, “...Hoje a festa é sua, hoje a festa é nossa, é de quem quiser, de quem vier...”. A Penélope Charmosa, Dick Vigarista e Muttley, e toda a corrida maluca, torcíamos como de verdade, JURO!!! E para os apaixonados pelos Smurfs; Papai Smurf, Smurfete, Ranzinza, Bebê Smurf e os vilões Gargamel e seu gato Cruel. O casamento mais brega de todos os tempos, Cláudia Raia e Alexandre Frota, tinha também o Tião Macalé com “Ô crioula difícil, tchan!”. E quem se lembra da paquita, Xiquita, Pituxa, Catuxa, Miúxa, todas a s galegas da XUXA, beijinho, beijinho, tchau, tchau...
QUANDO AS PAQUITAS TINHAM QUE SER LOIRAS

Paulinho Schüler é escritor, nasceu e mora em Florianópolis.

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