sexta-feira, 24 de junho de 2011

Paraty Eco Fashion: um Novo Olhar para o Mundo da Moda



O primeiro evento de moda de Paraty, que será realizado nos dias 5, 6 e 7 de Agosto de 2011, tem como idéia central mapear iniciativas que valorizem o patrimônio cultural, material e ao mesmo tempo estimulem propostas inovadoras para a cadeia produtiva com sustentabilidade para as comunidades tradicionais. Para tanto o intercâmbio com estas comunidades é fundamental. 
Pensando em aproximar as mãos que plantam, colhem, fiam, tecem, bordam, costuram, tingem com as mãos dos que desenham, criam, confeccionam e vendem o Instituto Colibri criou um grande encontro entre as comunidades tradicionais, estilistas, designers e estudantes que tenham em mente um novo olhar para o mundo da moda. 
Equipes de faculdades, cursos de moda e ateliês de diversas cidades de Santa Catarina, Goiás, Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo estarão em Paraty para mostrar que é possível pensar a moda de maneira sustentável.
Quatro equipes, entre as vinte e uma equipes inscritas e selecionadas, se propuseram a interagir com comunidades tradicionais de Paraty. Três com comunidades caiçara e uma com a comunidade quilombola. Há uma especialmente voltada para a cultura indígena e que desenvolve trabalhos com os Guaranis e Kalapalos de São Paulo, e irá interagir com a comunidade indígena Guarani de Paraty. Há ainda trabalhos com as rendeiras de Santa Catarina, o artesanato do Cerrado, a renda e tecidos dos terreiros de Candomblé.
Além disso, profissionais renomados do mundo da moda, que também comungam da idéia da moda socialmente e ecologicamente corretas, estarão presentes para analisar os trabalhos e compartilhar suas experiências. Entre eles estão os estilistas Lena Santana e Caio Von Vogt, criador do primeiro tecido 100% ecológico e orgânico do mundo, o Eco Vogt. O Paraty Eco Fashion conta ainda com importantes parceiros, entre eles o Instituto E e o Instituto Zuzu Angel que acompanhará de perto o desenvolvimento do trabalho realizado pela Equipe Trama Feminina na comunidade do Quilombo do Campinho.
Paraty será a passarela acima de tudo para uma grande vivência cultural que promete gerar como fruto a visibilidade e a criação de referências para novas experiências mundo afora. 

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