terça-feira, 8 de março de 2011

Por Que Mulheres Inteligentes Se Apaixonam Por Homens Idiotas? Parte I


É fato, meu bem! Toda mulher inteligente em algum momento da vida já se apaixonou por um idiota. Ou melhor, toda mulher inteligente já se apaixonou por alguns idiotas ao longo da vida. Eu fico NUDE, mas é a mais pura verdade! E sempre que uma mulher inteligente percebe que isso aconteceu mais uma vez, ela se sente a mulher mais estúpida do mundo, e se pergunta milhares de vezes: Por que mulheres inteligentes se apaixonam por homens idiotas? Esta pergunta ecoa em sua mente sem cessar, mas, como parece um dos grandes mistérios do universo, para o qual não existe resposta, depois de um tempo – curto ou extenso -, de uma inevitável dor de cotovelo – leve ou intensa – somada a uma atordoante ressaca moral, a pergunta se cala e a mulher volta a agir como um ser pensante. Porém, como a sua pergunta não foi respondida, não houve uma lição clara, e sem lição, não houve aprendizado. E assim, mulheres inteligentes permanecem suscetíveis a caírem de amores por homens idiotas.
Embora uma resposta precisa seja impossível, como qualquer explicação sobre o comportamento humano, vão aqui algumas teorias de porque mulheres inteligentes se apaixonam por homens idiotas, que podem ao menos contribuir para que elas identifiquem fatores que podem conduzí-las a situações de risco. Porque nessa vida, minhas lindas, viver já é um risco por si só!
A Síndrome dos Contos de Fada
 Por Que Mulheres Inteligentes Se Apaixonam Por Homens Idiotas? Parte I
A Síndrome dos Contos de Fada acomete praticamente todas as mulheres vida afora. E é uma síndrome bastante difícil de ser curada, tendo em vista ter sido forjada na infância, momento decisivo de construção de crenças, e ser repetidamente alimentada ao longo do tempo, por todo um arsenal cultural, que passa por livros, filmes, novelas, revistas…
A grande maioria das mulheres foi criada ouvindo ou lendo contos de fada. Salvo poucas exceções, a estrutura narrativa do conto de fada é bem simples: uma mocinha/princesa, um vilão, um salvador/príncipe. Vamos analisar os contos de fada clássicos:
  • Cinderela: uma moça maltratada, uma madrasta má, um príncipe.
  • Branca de Neve: uma moça envenenada, uma madrasta má, um príncipe
  • A Bela Adormecida: uma moça adormecida, uma madrasta má, um príncipe
  • A Bela e a Fera: uma moça encantadora, uma feiticeira, e uma fera (que vira príncipe)
  • A Princesa e o Sapo: uma moça boa, uma feiticeira, e um sapo (que vira príncipe)
Todas essas histórias tem em comum uma idéia de amor que supera qualquer obstáculo. Um amor capaz de ver além das aparências, de vencer até a morte. Um amor perfeito, que, se não for impossível, é extremamente improvável encontrar. Uma história, por si só, surreal! Mas é essa a primeira idéia de amor que recebemos. E ela vai além: mais que perfeito, esse amor é eterno, sacramentado com o “…e viveram felizes para sempre”.
Esses contos de fada, que serviram como importante instrumento ideológico para adestrar mulheres de gerações ainda mais patriarcais, quando o espaço feminino se resumia ao espaço doméstico, quando manter o matrimônio era um “dever” da mulher, ainda hoje são perpetuados e causam distorções significativas na sua maneira de viver relacionamentos.
As mulheres não são mais ou exclusivamente “donas de casa” e “mães de família”, trabalham, podem ser independentes financeiramente, administrar grandes negócios… Mas não se quebrou a base cultural que as leva a acreditar que, mesmo quando tudo indica que não, algo mágico pode acontecer e fazer um romance dar certo. Como o sapato de cristal, ou apenas um beijo… Elas ainda almejam o amor perfeito, ainda acreditam que ele possa ser real e acontecer com todas. Em nome desse sonho, enxergam do outro apenas o que interessa ver, perdoam tudo, pensam que o outro pode ser salvo, resgatado, e que a derradeira recompensa será o amor esperado…
É preciso resistir à tentação de acreditar nos contos de fada. Eles são histórias, lindas histórias, mas apenas isso. No mundo real contemporâneo, no mundo da sociedade do espetáculo, do amor líquido, tudo é efêmero. O “felizes para sempre” nunca existiu, e, atualmente, dura ainda menos do que durava algum tempo atrás. As pessoas, especialmente os homens, estão mais egoístas, superficiais, insensíveis.
Então, páre e reflita: você pode estar querendo transformar um idiota em um príncipe encantado.
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Texto de Lya Quadros, do O Que Eu Não Disse, adaptado para o Diva Diz

2 comentários:

Florisbella disse...

Nossa, um soco no estômago.

Thammy ♥Pancakes com Morango♥ disse...

oi linda!
adorei o post rsrsrs
eu já me lasquei bastante =s
eu cresci vendo conto de fadas e lendo livros rsrs já viu né? no começo a gente realmente acha que um principe vai vir, ai cresce e desisti disse porque principe e homem não andam juntos rsrsrs
mas eu já pequei por isso, achar que o cara cheio de defeitos pode chegar a virar gente somente com nosso carinho rsrs
hoje eu não quero um principe, apenas um companheiro \o/
o ruim é como vc disse, as pessoas hoje em dia estão superficiais acima de tudo, mas tenho minhas esperanças rsrs
adorei o post flor^^
Beijokasss